JINJA (SANTUÁRIO) E OTERA (TEMPLO)

JINJA ou OTERA?

Os antigos Jardins Japoneses foram projetados segundo os conceitos e lendas do Budismo e do Shintoísmo, e muitos desses Jardins se encontram em Templos e Santuários, que hoje são Parques abertos a visitação pública.
Para um grande número de pessoas, os termos OTERA (Templo) e JINJA (Santuário) são usados como sinônimos, e são comumente confundidos .
A razão por trás disso reside na própria história do Japão, que por séculos sofreu grande influência cultural chinesa.
De um modo geral, alguns elementos podem indicar se a construção trata-se de um Jinja ou de um Otera. Outras vezes, esses mesmos elementos nos levam a conclusões erradas, pois é normal um templo já ter sido um Santuário e vice-versa. Em termos arquitetônicos, as diferenças entre os dois não são muitas, tanto que algumas vezes só um especialista pode distingui-los. 

jardim japones
O Santuário Shintoísta ou Jinja (caminho dos deuses), podem ser grandes construções abertas ao público, ou pequenos santuários do lado da estrada e nas casas das pessoas. Estes últimos costumam abrigar pequenos objetos de culto como estatuetas, pequenas pedras e espelhos para canalizar a energia do KAMI e permitir que eles sejam contactados. Por essa razão, eles são geralmente construídas em lugares de significado histórico ou espiritual. 
Os grandes JINJA podem ser identificados pela presença do TORII , um portal geralmente (nem sempre) pintado na cor vermelha, e serve para demarcar a passagem entre o mundo terreno e o espiritual, como uma barreira impedindo que forças do mal entrem no Santuário.

OTERA ou Templos Budistas costumam ser construções grandiosas, com requintados desenhos, ornamentos e decorações . A entrada do templo podem ser protegidas por grandes estátuas de guarda em forma de animais. 
Outra maneira de diferenciar um Templo de um Santuário, são os telhados pagode, que indicam a influência da cultura chinesa, responsável pela introdução do Budismo no Japão.
Diferentementemente da igreja cristã, um templo budista, assim como o Santuário Shintoísta não é um lugar de culto: seus edifícios mais importantes são utilizados para guardar objetos sagrados, que não são acessíveis aos fiéis. Cerimônias festivas abertas ao público são sempre realizadas ao ar livre, nos jardins ao redor do Templo. O objeto de culto dos budistas não é propriamente o Buda, mas sim, os seus ensinamentos .

2 comentários:

  1. Muito bom o artigo!! Incrivelmente esclarecedor!~

    Obrigado! Voltarei mais vezes!

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